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segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

"-Mãe, posso ir numa festa de DEZESSEIS anos?
 -De quem?
 -Do MAURÍCIO. 
-Vai com quem? 
-Com o EDUARDO E MÔNICA 
-Volta que horas? 
-ANTES DAS SEIS. 
-Quem vai? 
-PAIS E FILHOS. 
-Vai ser festa de quê?
 -Festa a fantasia, eu e a galera vamos de ÍNDIOS.
 -Não minha filha, vai ser TEMPO PERDIDO. 
-Mas mãe, eu dirijo com cuidado! 
-Tá, mas não passa perto do TEATRO DOS VAMPIROS.
 -Vou passar pelas SETE CIDADES.
 -Você já está pronta? 
-HÁ TEMPOS. 
-Não fala com aquela tal de CLARISSE, é má influência.
 -Tá, só vai a GERAÇÃO COCA-COLA. 
-Cuidado lá! 
-EU SEI."

-Autor desconhecido

sexta-feira, 11 de outubro de 2013


Há 17 anos atrás uma das mentes mais brilhantes era tirada de nós. Renato Manfredini Jr. ou Renato Russo, morreu no dia 11 de outubro de 1996 levado pela AIDS.
Não sei se vocês já perceberam mas eu sou legionária e o dia de hoje é importante pra mim porque Renato é o meu ídolo e eu sei que as pessoas ficam meio "Ah mas você nem era nascida na época da Legião." Bom pra mim isso não faz diferença já que
1º- Música boa não fica velha.
2º- Legião Urbana não se restringe a um período de anos, é uma coisa meio eterna.
3º- Renato Russo me representa.
Eu gosto das músicas dele, associo um monte de coisa da minha vida com elas e as vezes sinto até que ele sabe pelo que eu to passando. Eu queria muito ter ido num show da Legião, ter visto Renato cantar, mas talvez não era pra ser. De qualquer forma só queria deixar bem claro que "hoje a tristeza não é passageira". 
Porque Renato, onde quer que você esteja cara, você ainda vai ser um maluco que conseguiu transformar rock em sentimento e que me fez ser uma pessoa um pouquinho melhor pelo menos musicalmente. Brigada por simplesmente ter feito as coisas que você queria fazer e ter marcado a história com isso.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

domingo, 9 de setembro de 2012



Eduardo e Mônica

Legião Urbana

Quem um dia irá dizer
Que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer
Que não existe razão?
Eduardo abriu os olhos, mas não quis se levantar
Ficou deitado e viu que horas eram
Enquanto Mônica tomava um conhaque
No outro canto da cidade, como eles disseram
Eduardo e Mônica um dia se encontraram sem querer
E conversaram muito mesmo pra tentar se conhecer
Um carinha do cursinho do Eduardo que disse
"Tem uma festa legal, e a gente quer se divertir"
Festa estranha, com gente esquisita
"Eu não tô legal", não agüento mais birita"
E a Mônica riu, e quis saber um pouco mais
Sobre o boyzinho que tentava impressionar
E o Eduardo, meio tonto, só pensava em ir pra casa
"É quase duas, eu vou me ferrar"
Eduardo e Mônica trocaram telefone
Depois telefonaram e decidiram se encontrar
O Eduardo sugeriu uma lanchonete
Mas a Mônica queria ver o filme do Godard
Se encontraram então no parque da cidade
A Mônica de moto e o Eduardo de "camelo"
O Eduardo achou estranho, e melhor não comentar
Mas a menina tinha tinta no cabelo
Eduardo e Mônica eram nada parecidos
Ela era de Leão e ele tinha dezesseis
Ela fazia Medicina e falava alemão
E ele ainda nas aulinhas de inglês
Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus
Van Gogh e dos Mutantes, de Caetano e de Rimbaud
E o Eduardo gostava de novela
E jogava futebol-de-botão com seu avô
Ela falava coisas sobre o Planalto Central
Também magia e meditação
E o Eduardo ainda tava no esquema
Escola, cinema, clube, televisão
E mesmo com tudo diferente, veio mesmo, de repente
Uma vontade de se ver
E os dois se encontravam todo dia
E a vontade crescia, como tinha de ser
Eduardo e Mônica fizeram natação, fotografia
Teatro, artesanato, e foram viajar
A Mônica explicava pro Eduardo
Coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar
Ele aprendeu a beber, deixou o cabelo crescer
E decidiu trabalhar (não!)
E ela se formou no mesmo mês
Que ele passou no vestibular
E os dois comemoraram juntos
E também brigaram juntos, muitas vezes depois
E todo mundo diz que ele completa ela
E vice-versa, que nem feijão com arroz
Construíram uma casa há uns dois anos atrás
Mais ou menos quando os gêmeos vieram
Batalharam grana, seguraram legal
A barra mais pesada que tiveram
Eduardo e Mônica voltaram pra Brasília
E a nossa amizade dá saudade no verão
Só que nessas férias, não vão viajar
Porque o filhinho do Eduardo tá de recuperação
E quem um dia irá dizer
Que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer
Que não existe razão?

quarta-feira, 6 de junho de 2012

O aniversário dela se aproximava e eu não sabia o que dar de presente. Pensei em flores,mas ela por si só já era uma. Urso de pelúcia: ela tinha muitos. Chocolate,aumenta espinha. Ela tinha tudo e mesmo assim eu ainda queria dar alguma cosia que fizesse ela sempre se lembrar de mim por mais que nossas vidas seguissem caminhos diferentes. Descobri o presente perfeito certa tarde andando com ela pelas ruas quando decidiu parar em uma livraria. Daquelas que fariam cenário perfeito para um romance,com prateleiras mais prateleiras de livros e uma estante com CDs.Seus olhinhos brilhavam de admiração enquanto as mãos percorriam titulo por titulo de cada um dos livros, foi quando em seu momento de êxtase se lembrou de mim: olhou pra trás e me deu um sorriso tímido que foi seguido pelo meu de incentivo a sua fascinação. Mudou seu foco para a prateleira de CDs e parecia crescer nela uma ansiedade por um nome em especial,de uma banda ou um CD não sei. Seus dedos pararam e seu rosto se iluminou num sorriso de cara percebi que era um box,aquelas caixinhas com vários CDs, ela me deixou ali parado e foi falar com a vendedora e pelo visto se decepcionou.Creio que com o preço,ser estudante nos das de hoje não vem rendendo muitos lucros.Pegou minha mão e me arrastou para fora da loja sem explicações.Voltei lá no dia seguinte e acabei comprando o tal box que descobri ser da Legião Urbana,guardei com o maior cuidado num embrulho de papel preto com pontinhos prata e esperei até o aniversário dela.Levei pra jantar e depois fomos dar uma volta,passar na minha casa e entregar enfim seu presente.E a emoção que pude ver nos olhos dela quando rasgou o papel de embrulho foi a mais completa alegria.Ela me abraçou com tanta força e beijava meu rosto por várias vezes entre seus murmúrios de obrigada.E me senti feliz por saber que ela nunca mais esqueceria daquele momento,não esqueceria que fui em quem dera aquele presente.Foi bom sentir que por mais que a vida nos afastasse ela sempre teria um pouquinho de mim com ela por mais que quisesse esquecer.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Pensando bem não faz a menor diferença conhecer Renato pessoalmente .Sua presença física não era importante.O importante era sua alma,que vive em cada letra,cada música,para sempre. O resto é silêncio.