sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Desabafo

Não me sinto bem. Desde o carnaval que venho me sentindo desconfortável na minha própria pele de novo (desde o início do ano na verdade). Todos aqueles sentimentos de angústia, incompreensão e querer desparecer voltaram, primeiro achei que eram os hormônios, mas agora não sei mais. Já era pra ter acabado aquela fase em que a gente se sente um nada incompreendido da adolescência, certo? Preciso saber que vai ficar tudo bem, me sinto entrando em desespero. Não tenho com quem conversar, me sinto nada. Queria chorar e sumir. Sumir.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Escrevo isso as 16:36, de uma tarde quente pra caramba no dia 02/02 (beijos pra mãe das águas, queria estar na praia só pra agradecer). Já que hoje caros leitores imaginários, faz 1 ano que eu vim conhecer a terra de Jorge Amado e me matricular na faculdade e é louco demais imaginar o tanto de cosia que mudou e já passou nesse um ano, e esses fogos fazendo brulho, as meninas gritando na sala, o Código Civil me julgando porque não estou estudando, enfim tudo é sinal. Brincando com meus colegas a gente tava falando que esse semestre tá uma bosta, mas tá acabando e é bem isso, foi difícil pra caramba, foi puxado, foi tudo e mais um pouco, mas foi. Encontrei ontem um amigo que não via a quase um ano e eu queria perguntar pra ele: você acha que eu mudei? eu pareço nem que seja um pouquinho diferente? " Porque eu me sinto assim, me sinto esquisita e confortável, estranha o tempo todo. É normal que agora eu passe um bom tempo falando sobre leis e coisas assim, é normal falar sobre Chaves e discutir a implicação da hermenêutica no nosso cotidiano, ou se posicionar em divergências doutrinárias. É normal sentir todo mundo se afastando? Enfim escrevi tudo isso, pra poder falar do crush e de como talvez eu esteja mais obcecada que o normal. Enfim. Amanhã tem prova.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

COMEÇAMOS 2016
COMEÇO CLEAN
MUDEI AS COISAS
QUERO MUDAR MAIS COISAS
QUERO MUDAR TODAS AS ESTRUTURAS
E FAZER VALER A REVOLUÇÃO
MAS AMANHÃ TEM PROVA
ENTÃO A REVOLUÇÃO FICA PRA DAQUI UM TEMPINHO
QUE ESSE SEJA O ANO
OU TALVEZ MAIS UM ANO
MAS QUE SEJA BOM E
QUE NO FIM A GENTE TERMINE DIZENDO QUE VALEU A PENA
PORQUE TUDO VALE A PENA SE A ALAM NÃO É PEQUENA

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Let the skyfall

Esse ano eu demorei e muito pra começar a fazer a retrospectiva, talvez porque tinha cada vez mais a sensação de que não teria tempo pra fazer tudo que queria e devia até o dia 31. Escrevo aqui do auge da tarde extremamente quente do dia 28. Foi um ano estranho e novo e cheio de mudanças e de apreensões. Eu me lembro da ansiedade e do medo que eu tinha em janeiro de ter falhado em relação a entrar numa faculdade e da felicidade ao saber que consegui entrar em quatro. Lembro da empolgação e do medo de ter ido morar sozinha, da saudade, da preocupação com a distância me afastar daqueles que eu gosto. De me mudar de casa mais de uma vez, de aprender a pegar ônibus sozinha e a me virar na faculdade, dos trabalhos, das provas, da greve. De voltar pra casa e sentir como se não reconhecesse mais os meus próprios amigos e achar que eu estava diferente de mais, de ter alguém com quem eu gostasse realmente de conversar e me sentir tão madura por isso é ainda assim tão infantil. Todas as brigas, as roupas, os momentos, as risadas, todo o tédio e o medo de cancelarem o semestre e a decepção também por que não, ah, eu me lembro. Das amizades que eu fiz e de todos os momentos rindo ou andando pela uesc só pra não assistir a aula. O festival de inverno e as idas a praia. As férias em outubro sem wifi, o segundo semestre meio whaaat. Os crushes , o curso de inglês, a mudança, ter que tomar decisões importantes sozinha. Te digo que foi um ano louco, bem louco. Cheio de tudo e de nada. Faltam 4 dias para acabar o ano e eu me sinto angustiada em relação a um monte de coisas, da faculdade as amizades, a se estou aproveitando minha vida e se estou tomando as decisões certas. 2015 teve tanta tragédia, tanta coisa ruim acontecendo e eu gosto de me esconder no meu mundo faz de conta, mas sinto medo realmente. Como se tudo fosse mais tranquilo ou melhor alguns anos atrás. Mas o mundo muda e a gente também,  peço a Deus ombros mais fortes, por mais um ano e peço coragem também. Não fiz carta nem pedido pra papai Noel esse ano, em virtude do tempo, da criatividade de tudo, mas lembro e apelo a esse bom velhinho que 2016 desperte o melhor em nós, que a humanidade antes de tudo aprenda a ser humana, e que eu deixe de soar tão clichê.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Tem 27 entradas minhas desse ano no blog. 27 coisas que eu escrevi. Nem metade vale a pena (talvez as sinopses). Não gosto muito de número impar. Me sinto estranha. Enfim. Queria dizer que falta menos de um mês pra 2015 acabar e muita cosia louca aconteceu esse ano. Muita coisa louca ta acontecendo e eu to tipo whaaat. Fui reler o texto que fiz no final do ano passado e quase chorei, sempre faço isso. Tava lembrando ontem o que e estava fazendo nessa época do ano, estudando e me desesperando com o vestibular e com a formatura e nossa, pensar que agora eu to preocupada com greve na faculdade DE NOVO. Cair  no clichê de que um ano  muda muita coisa. Tem 10 anos que é 2015 e ano que vem eu faço 18. Vocês botam fé, porque eu não. Me sinto as vezes a mesma retardada de 5 anos atrás. Me sinto muito criança pra ser adulta, pra ter uma responsabilidade civil (esse povo de direito hahahaha). Enfim esse texto é pra dizer que o ano ta acabando e que eu não tenho uma frase de efeito no despertador. Dizer que bom, pelo menos agora já são 28.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

"Amou daquela vez como se fosse a última". E amou e amou mais um pouco. Por onde for, amor. "Pois sem amor eu nada seria." E olhou naqueles olhos, que lhe pertenciam e lhe tinham mais que tudo mundo. E se perdeu e achou o máximo. quis ficar ali como se não tivesse mais pra onde ir, e não tinha. O mundo virou uma íris castanha que brilhava no sol e tinha uns pingos dourados. Amou e o mundo virou amor. Sorriu-lhe e toda a matéria se desintegrou, todo o cosmo de repente tinha uma razão de ser, orbitou então em torno daquele sorriso e sentiu a vida como nunca antes. Tudo tinha brilho, tudo tinha cor, "foi só botar o amor no caminho, que o caminho virou amor". Sentiu medo, de verdade, pela primeira vez. Medo de perder, de se perder, de não saber mais quem era até aquele momento, quem era a partir daquele momento. Tudo era uma eterna aventura. O coração disparava, a pele arrepiava e era como se um toque pudesse provocar uma explosão. Sentia em si o cheiro que não era seu, mas agora lhe era tão familiar que se sentia pertencente como se nunca antes tivesse se sentido em casa. Pela primeira vez, sentiu a paz. E o aconchego de estar dentro de um abraço apertado e ainda assim não querer sair. Como Alice que cai no buraco, cair no outro para então se sentir um. Descobrir o país das maravilhas, sem a rainha de Copas. Amou daquela vez como se fosse a última e foi. Nunca mais amou de novo. Porque se fundiu no amor e aquele amor eterno e corrosivo, consumiu tudo que era ser. Consumiu a essência e foi amor, amor até o último fio de cabelo, a última partícula subatômica. Amou e não coube em si e não teve fim, amou e foi a última vez que amou tanto assim. Não se foi, não se separou. Passam se os anos e os dias, passam se as pessoas e a vida. Só não passa o amor que teve, que tem. Virou amor de tanto amar. Olha  pro lado, para aqueles olhos que já não enxergam tão bem e vê o amor. Sente a plenitude do momento e vê o fim. Olha para frente e pensa no que será então, o que espera e não sente medo pois o ser se tornou amor. A alma é fluida e leve, espera e confia. Não carrega arrependimentos, tudo que fez, fez por amor. De todo amor que teve se entregou. Foi amor até o último suspiro. É amor. 
É mentira. Tudo que te contarem de mim, é mentira. Se te disserem que eu ando falando sozinha, que cantarolo pelos cantos, mentira. Acredita só naquilo que te digo. Acredita quando digo. Quando olhar pra mim, olha pra mim. Olha pra tudo aquilo que quero te dizer e não te digo, olha bem nos meus olhos e entende que sou assim meio tempestuosa. Que meu olho parece preto, mas é castanho escuro, bem escuro. Que quando no sol, meus olhos se fecham e ficam pequenininhos, que eu não enxergo muito bem de longe. Ouve o meu suspirar quando você passa por mim, ouve os resmungos quando você não me dá atenção. Me ouve, mesmo quando eu tiver falando um monte de coisa sem sentindo. Sobre sentido, me sente. Com a tua pele, tuas mãos, tua boca. Com cada átomo teu que eu quero colar aos meus. Permite a ligação, permite que eu sinta o teu coração. Lê as minhas entrelinhas como eu tento ler as tuas, perdoa a bagunça que eu fizer e quando eu for bagunça. Entende que eu sou volátil a temperatura ambiente, que em contato com o ar eu entro em combustão e em contato contigo viro mais que vulcão. Não tenta ser meu dono que eu não quero, nem quero ser tua dona. Sou tua, me entrego, mas não antes de ser minha, só minha. Percebe que eu surto, me afasto, brigo, grito, escandalizo e depois fico chorando no travesseiro. Não faz essa cara, não fica com medo, te digo que é pra sempre e digo com toda a força que tenho. Sê forte porque as vezes sou fraca e não aguento o peso sozinha, mas eu finjo que sim. Te peço muito, mas não exorbitantemente. Me ama com toda a essência daquilo que és, me ama que eu te amo também. Amo muito, amo tanto que te escrevo, te escrevo sempre e todos os dias. Te escrevo na beirada da folha, te escrevo quando falo sozinha, te escrevo. E escrever é amar mais um bocadão. Escrever é querer botar pra fora, e é isso. Te escrevo, de novo.